A imprensa tornou possível novas formas de ler, as quais mudaram a cultura da aprendizagem, as tecnologias da informação estão criando novas formas de distribuir socialmente o conhecimento, que tornam-se necessárias novas formas de alfabetização. Elas estão criando uma nova cultura de aprendizagem, que a escola não deve ignorar. Porém, para desvendar esse conhecimento, dialogar com ele e não simplesmente deixar-se invadir por tal fluxo informativo, exigem-se maiores competências cognitivas dessas novas fontes de informação.
O que se pode fazer é formar os alunos para terem acesso e darem sentido à informação, proporcionando-lhes capacidade de aprendizagem que lhes permitam uma assimilação crítica da informação.
Experimentamos uma crescente incerteza intelectual e pessoal em conseqüência dessa multiplicação informativa. Mais do que aprender verdades estabelecidas e indiscutíveis, é necessário aprender com a diversidade de perspectivas, com a realidade das teorias, com a existência de múltiplas interpretações de toda informação, para construir a partir delas o próprio ponto de vista.
Muitos conhecimentos que são proporcionados aos alunos hoje, deixaram de ser verdades absolutas, assim como tudo acontece muito rápido tem data de validade, dentro desta ótica o sistema educacional deve formar os alunos para que sejam aprendizes flexíveis e autônomos, capazes de enfrentar novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem.
A nova cultura exige um novo perfil de aluno e professor para uma nova aprendizagem e ensino onde deve-se dar ênfase as competências para: aquisição de informação, interpretação, análise, compreensão e comunicação.
Elis Áustria
Rosangela Uecker
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